Phantasy Star
* Gênero: JRPG
* Geração: 8-bit
* Console: Master System
* Ano: 1987
* Ano: 1987
* Desenvolvedor: Sega
+ Remake para Playstation 2, com gráficos melhorados, mudanças na história e na mecânica do jogo (Phantasy Star Generations).A história de Phantasy Star começou logo depois do aparecimento de Dragon Quest (Dragon Warrior) em 1986, no Japão. O jogo importou o gênero RPG do mercado ocidental de jogos para computador para o mercado oriental de videogames e a aposta deu tão certo que logo o jogo mais aguardado pelos japoneses era o Dragon Quest II. Nesse clima, a Sega resolveu reunir um time de primeira e lançar o seu próprio RPG, tentando alavancar o seu console Master System, que tentava enfrentar a concorrência do Nintendo Entertainment System, que dominava os mercados japonês e americano. O jogo surgiu no fim de 1987 e foi um sucesso, sendo considerado um dos melhores jogos para o console.
O que é legal em Phantasy Star
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| Esse esperto, que deixou o antídoto com um gato que não consegue abrir o frasco será seu companheiro. |
O Phantasy Star apresenta alguns diferenciais em relação aos rpgs da mesma época. A começar pela narrativa que, ao invés de personagens identificados por classes, apresenta personagens prontos, com nome e face reconhecidas. Você assume o papel de Alis, uma garota de 15 anos, cujo irmão Nero foi morto pelos guardas-robô do tirano imperador Lassic. Antes de morrer, Nero deixa como missão para sua irmã continuar o seu trabalho de investigar o comportamento estranho do Lassic. Daí em diante, o jogador embarca em uma jornada que te leva a dezenas de cidades, cavernas e torres em três planetas, cada um com fortes características particulares, conversando com personagens de diferentes raças e personalidades em busca de ítens variados e armas mais poderosas que o permitam avançar na jornada. Além disso, durante o jogo, a heroína Alis consegue recrutar mais três personagens para a sua missão de derrotar o tirano.
Na parte técnica, o jogo é caprichadíssimo. A navegação em pseudo-3D dentro dos labirintos é uma característica marcante do jogo. Além de ser mais interessante que a navegação 2D, os labirintos ganharam em complexidade, tirando o sono de muitos jogadores. Navegá-los é um verdadeiro trabalho de exploração. Além disso, o jogo conta com , imagens em tela cheia de npcs e localizações, dezenas de inimigos com gráficos bem detalhados e inúmeras animações, tanto de inimigo quanto de cenário, proporcionados pelo fato do combate ter vista frontal dos inimigos ao invés de lateral. Além disso, a trilha sonora és marcante, melhorada por um chip FM (só na versão japonesa). A diversidade apresentada no jogo impressiona, levando em conta a época e o sistema para o qual ele foi feito, pois em muitos aspectos ele supera qualquer outro jogo da mesma época, seja na quantidade e qualidade de gráficos, informações, mecânica de jogo, recursos e efeitos. Tudo isso em meio megabyte de memória.O que torna Phantasy Star imperdível
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| Isso que dá comer uma fatia de um bolo comprado no último andar de uma caverna. |
Os primeiros RPGs japoneses não ofereciam muito em termos de "role-play", e o Phantasy Star é um típico representante de sua era, com um caminho bastante linear (ainda que algumas missões que todo mundo completa não são obrigatórias) e um estilo bem simples de combate por turno. No entanto, o jogo possui uma história fortíssima, que foge aos padrões tradicionais de um mundo medieval, dominado por mágica, no qual algum vilão quer destruir toda a humanidade por um motivo qualquer e os heróis são a última esperança do mundo. Phantasy Star se passa em um ambiente futurista, de alta tecnologia, cuja trama apresenta mais aspectos políticos do que místicos, e os heróis são pessoas fortes, mas comuns. Além disso, a presença de personagens bem delineados e de um texto mais elaborado para os NPCs deixa a história mais rica, ainda que a interação entre os personagens seja bem primária, dadas as limitações da época. Esses aspectos fazem com que o jogador seja absorvido facilmente pelo jogo, pré-requisito essencial para o sucesso de qualquer RPG.
Em resumo, o jogo apresenta uma história original, mais elaborada e menos previsível que os demais jogos do estilo, além de uma qualidade técnica excelente para a época em que foi feito. Olhando para trás, fica claro que o gênero avançou muito em 25 anos, mas além de ser um jogo que marcou época, ele continua sendo uma jornada divertida e fascinante mesmo para quem quiser arriscar jogá-lo hoje. Você vai se impressionar com o ritmo da história, se desenrolando de forma sutil, vai se perder nos complexos labirintos, vai sofrer em embates contra oponentes fortíssimos, e vai se sentir realizado ao finalmente ver o desfecho dessa jornada tão cativante.
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| Minhas crianças o cacete! Vamos te cobrir de porrada! |




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