quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Phantasy Star

Informação
Phantasy Star
* Gênero: JRPG
* Geração: 8-bit
* Console: Master System
* Ano: 1987
* Desenvolvedor: Sega
+ Remake para Playstation 2, com gráficos melhorados, mudanças na história e na mecânica do jogo (Phantasy Star Generations).


Contexto

A história de Phantasy Star começou logo depois do aparecimento de Dragon Quest (Dragon Warrior) em 1986, no Japão. O jogo importou o gênero RPG do mercado ocidental de jogos para computador para o mercado oriental de videogames e a aposta deu tão certo que logo o jogo mais aguardado pelos japoneses era o Dragon Quest II. Nesse clima, a Sega resolveu reunir um time de primeira e lançar o seu próprio RPG, tentando alavancar o seu console Master System, que tentava enfrentar a concorrência do Nintendo Entertainment System, que dominava os mercados japonês e americano. O jogo surgiu no fim de 1987 e foi um sucesso, sendo considerado um dos melhores jogos para o console.

O que é legal em Phantasy Star


Esse esperto, que deixou o antídoto com um gato
que não consegue abrir o frasco será seu companheiro.

O Phantasy Star apresenta alguns diferenciais em relação aos rpgs da mesma época. A começar pela narrativa que, ao invés de personagens identificados por classes, apresenta personagens prontos, com nome e face reconhecidas. Você assume o papel de Alis, uma garota de 15 anos, cujo irmão Nero foi morto pelos guardas-robô do tirano imperador Lassic. Antes de morrer, Nero deixa como missão para sua irmã continuar o seu trabalho de investigar o comportamento estranho do Lassic. Daí em diante, o jogador embarca em uma jornada que te leva  a dezenas de cidades, cavernas e torres em três planetas, cada um com fortes características particulares, conversando com personagens de diferentes raças e personalidades em busca de ítens variados e armas mais poderosas que o permitam avançar na jornada. Além disso, durante o jogo, a heroína Alis consegue recrutar mais três personagens para a sua missão de derrotar o tirano. 


Na parte técnica, o jogo é caprichadíssimo. A navegação em pseudo-3D dentro dos labirintos é uma característica marcante do jogo. Além de ser mais interessante que a navegação 2D, os labirintos ganharam em complexidade, tirando o sono de muitos jogadores. Navegá-los é um verdadeiro trabalho de exploração. Além disso, o jogo conta com , imagens em tela cheia de npcs e localizações, dezenas de inimigos com gráficos bem detalhados e inúmeras animações, tanto de inimigo quanto de cenário, proporcionados pelo fato do combate ter vista frontal dos inimigos ao invés de lateral. Além disso, a trilha sonora és marcante, melhorada por um chip FM (só na versão japonesa). A diversidade apresentada no jogo impressiona, levando em conta a época e o sistema para o qual ele foi feito, pois em muitos aspectos ele supera qualquer outro jogo da mesma época, seja na quantidade e qualidade de gráficos, informações, mecânica de jogo, recursos e efeitos. Tudo isso em meio megabyte de memória.
  
O que torna Phantasy Star imperdível

Isso que dá comer uma fatia de um bolo comprado
no último andar de uma caverna.
Os primeiros RPGs japoneses não ofereciam muito em termos de "role-play", e o Phantasy Star é um típico representante de sua era, com um caminho bastante linear (ainda que algumas missões que todo mundo completa não são obrigatórias) e um estilo bem simples de combate por turno. No entanto, o jogo possui uma história fortíssima, que foge aos padrões tradicionais de um mundo medieval, dominado por mágica, no qual algum vilão quer destruir toda a humanidade por um motivo qualquer e os heróis são a última esperança do mundo. Phantasy Star se passa em um ambiente futurista, de alta tecnologia, cuja trama apresenta mais aspectos políticos do que místicos, e os heróis são pessoas fortes, mas comuns. Além disso, a presença de personagens bem delineados e de um texto mais elaborado para os NPCs deixa a história mais rica, ainda que a interação entre os personagens seja bem primária, dadas as limitações da época. Esses aspectos fazem com que o jogador seja absorvido facilmente pelo jogo, pré-requisito essencial para o sucesso de qualquer RPG.

Em resumo, o jogo apresenta uma história original, mais elaborada e menos previsível que os demais jogos do estilo, além de uma qualidade técnica excelente para a época em que foi feito. Olhando para trás, fica claro que o gênero avançou muito em 25 anos, mas além de ser um jogo que marcou época, ele continua sendo uma jornada divertida e fascinante mesmo para quem quiser arriscar jogá-lo hoje. Você vai se impressionar com o ritmo da história, se desenrolando de forma sutil, vai se perder nos complexos labirintos, vai sofrer em embates contra oponentes fortíssimos, e vai se sentir realizado ao finalmente ver o desfecho dessa jornada tão cativante.

Minhas crianças o cacete! Vamos te cobrir de porrada!

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