quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ys - Ancient Ys Vanished

 Informação

Ys - Ancient Ys Vanished
* Gênero: Action RPG
* Geração: 8-bit (original)
* Console: PC/Master System/NES/Turbografix-16
* Ano: 1987
* Desenvolvedor: Nihon Falcom
+ Remakes para PC-Engine, Sega Saturn, DS, PC e PSP em conjunto com Ys II (Ys I & II, Ys I & II Eternal, Ys I & II Complete, Ys I & II Chronicles) com gráficos melhorados, imagens, vídeos e pequenas adições de diálogo e personagens.



Contexto

Essa face se tornará familiar ao longo da série
A Nihon Falcom é a empresa pioneira de RPGs no Japão. Sua série Dragon Slayer já era um grande sucesso nos computadores bem antes que a Enix e a Square finalmente lançassem os primeiros jogos de suas séries principais para o NES. Em 1987, a empresa decidiu lançar mais uma série de RPGs, centrada nas aventuras do personagem principal Adol, chamada Ys. Esta série viria a se tornar a série mais conhecida de RPGs da Nihon Falcom no ocidente, que já contabiliza 7 títulos oficiais, alguns spin-offs e vários remakes dos jogos antigos.

O grande diferencial da série em relação aos seus contemporâneos é que, ao contrário do estilo de combate por turnos, a série Ys sempre adotou um estilo diferente de combates diferente, caindo no estilo action-RPG. E com o primeiro jogo da série, não foi diferente. Isso pode causar um pouco de estranheza para quem está acostumado com o estilo tradicional de combate, mas a marca do primeiro jogo da série é a simplicidade e o sistema de combates, em sua simplicidade, acaba sendo interessante e algo original para a época.

O que é legal em Ys - Ancient Ys Vanished

Ela é mais que só um rostinho bonito.

Ys é um RPG feito com a simplicidade em mente: O jogo não é tão longo quanto os RPGs de sua época, possuindo poucas cidades e missões mais diretas. Mas nem por isso, deixa de ter qualidade, pois a história é bem interessante e consegue convencer o jogador a comprar a missão do protagonista, sem exageros, sem abusar dos clichés, e sem muito da gordura que os outros RPGs costumam ter apenas para tornar o jogo o mais longo possível. E uma característica marcante do jogo é que ele já foi feito pensando em uma continuação, então alguns mistérios do jogo só serão resolvidos no próximo jogo da série.

Você assume o papel de Adol, um guerreiro ruivo que desembarca na cidade de Minea. Lá, ele é convocado pela vidente Sara, que aguarda um guerreiro que possa combater a ameaça do mal que está prestes a se instalar no continente. Além disso, items e armas feitas de prata estão desaparecendo misteriosamente, seja sendo compradas ou sendo roubadas por uma figura misteriosa. Após se armar apropriadamente, Adol embarca sozinho em uma jornada cheia de mistérios, na qual fica sabendo que é necessário recuperar os seis livros de Ys, que contém a chave para derrotar essa ameaça maléfica.


É necessário agilidade pra sentar o
cacete nesse mané.
O mundo do jogo não é muito grande e complexo, no entanto o jogo provê um bom desafio, através de labirintos complexos, cheios de monstros, muitas vezes bastante poderosos. O jogo só não se torna mais difícil pois o herói recupera automaticamente os pontos de vida perdidos com o tempo. Aliás, as batalhas são um capítulo a parte em Ys: ao invés do sistema de batalhas em turno e encontros aleatórios, o mapa possui diversos inimigos espalhados e o ataque é feito indo de encontro ao inimigo que se deve atacar, e o dano é calculado automaticamente. Existem, no entanto, formas de atacar o inimigo que causam mais ou menos dano em você, dependendo do ângulo de ataque. De certa forma, esse estilo acaba sendo interessante, pois torna o jogo muito mais ágil e evita aquelas sessões maçantes de "grinding" que a maioria dos RPGs da época exigiam.

Porque vale a pena conferir Ys - Ancient Ys Vanished


Epa! Esse Adol é um fanfarrão!

Ys serve muito bem como uma porta de entrada ao mundo do RPG, por não ser um jogo longo e nem apresentar o sistema de combate em turnos, que é uma grande crítica de muitas pessoas que não gostam de RPG, por reduzir a maior parte da experiência de jogo a simplesmente apertar um botão repetidamente e aguardar o que acontece. Além disso, sua história não é extensa, mas foge bastante dos clichés, com alguns acontecimentos surpreendentes e vários mistérios que são deixados no ar e só serão resolvidos na continuação do jogo, YS II - Ancient Ys Vanished The Final Chapter, onde finalmente Adol embarcará em uma jornada para Ys. Além disso, os remakes do jogo oferecem imagens belas, vídeos bonitos e um reforço no dialogo que enriquece o conteúdo do jogo sem comprometê-lo. E as músicas, que sempre foram um ponto forte dos jogos da Falcom, nos remakes são belíssimas.
  

Curto não significa fácil. É tanta bola de fogo
que parece até jogo de nave shoot-em-up.
Além de também ser a porta de entrada para uma série bem legal de RPGs e injustamente ignorada no ocidente, a simplicidade do jogo é parte de sua beleza e em muitos casos o jogador acaba concluindo que as poucas horas gastas para desvendar os mistérios do mundo de Ys são melhor aproveitadas do que as dezenas de horas perdidas em outros rpgs em batalhas maçantes e longas, labirintos gigantescos e sem propósito, missões paralelas sem razão outra do que fingir que enriquecem a experiência de jogo. E a prova que um RPG nem sempre precisa ser gigantesco e pretensioso para ser interessante, desafiador e gostoso de jogar.  






Nenhum comentário:

Postar um comentário