* Geração: 16-bit (original)
* Console: SNES
* Ano: 1992
* Console: SNES
* Ano: 1992
* Desenvolvedor: Square Soft
+ Remake para Playstation e Game Boy Advance, com gráficos e áudio melhorados.
Contexto
Seguindo o sucesso de Final Fantasy IV, a Square não perdeu tempo e já iniciou o desenvolvimento de um novo título da série, tentando pegar carona no sucesso do predecessor. No entanto, a Square não quis fazer uma cópia do predecessor, investindo mais em "role-play" que o predecessor, trazendo de volta o sistema de profissões customizável, ao contrário das profissões fixas de Final Fantasy IV. Além disso, o tom da história é menos dramático do que em Final Fantasy IV, investindo menos no personagem principal e mais na história dos demais personagens e do mundo em que o jogo se passa.
O fato do jogo não ter sido lançado fora do Japão na época (a primeira versão só saiu em 1999 no ocidente) fez com que o jogo seja esquecido, perdido entre o grande sucesso de público e crítica de Final Fantasy IV e Final Fantasy VI (II e III respectivamente no ocidente). Seu lançamento posterior acabou contribuindo negativamente para a sua reputação, pois, em comparação com as histórias dramáticas a que o público havia se habituado em FFIV, FFVI, FFVII e FFVIII, a história do FFV pareceu muito convencional. Além disso, seus avanços gráficos não impressionaram, pois já eram obsoletos, fazendo com que o jogo ficasse com uma reputação pior do que merecia.
O que é legal em Final Fantasy V
Final Fantasy V tenta fazer a combinação perfeita entre Storytelling e role-play, e chega bem perto disso. Ao contrário da noção que se fez do jogo, ele possui uma história bem desenvolvida e interessante. Você assume o papel de Bartz, um jovem que passeando com seu chocobo, por acaso se vê perto do local da queda de um meteoro. Curioso, ele decide investigar e acaba por encontrar Lenna, que está a procura de seu pai que também tinha ido investigar o meteoro por causa do vento que anormalmente parou de soprar, e Galuf, um senhor que não lembra direito o que foi fazer na região, mas lembra que também foi investigar o meteoro. A história naturalmente vai se desenrolando e logo se descobre que a origem dos problemas está ligada a quatro cristais, escondidos em templos, para selar o mal de "Void", liderado pelo vilão Exdeath, que havia sido derrotado décadas atrás.
A história vai naturalmente se expandindo, em dois mundos diferentes e diversas localidades, nas quais eventos vão acontecimentos progressivamente. A medida que a história vai se desenrolando, o passado dos heróis, de outros NPCs e do mundo em que eles habitam vai sendo contada, não sem grandes pitadas de drama e muitos revéses por parte dos personagens. O protagonista em si não tem sua história muito desenvolvida, mas as histórias da princesa Lenna, da pirata Faris, do guerreiro Galuf e da garota Krile são bem desenvolvidas e intrigantes. Apesar de ser recheada de estereótipos, é uma história convincente.
O que faz com que Final Fantasy V seja imperdível
O grande atrativo do jogo é o sistema de profissões, que são mais de 20 no total. Ao invés de personagens com características definidas, o jogador pode configurar profissões para cada um dos personagens. Esse sistema funciona da seguinte forma: Cada profissão possui uma habilidade intrínseca, além de características que definem suas estatísticas (HP e MP) e qual equipamento pode usar. Além disso, ao vencer batalhas, os personagens ganham pontos de habilidade (AP). Cada profissão possui alguns níveis de experiência e cada vez que o personagem passa de nível, aprende uma habilidade da profissão. O personagem pode escolher, além da habilidade intrínseca de sua profissão, uma outra dentre as que já aprendeu. Com isso, é possível configurar os personagens ao gosto do jogador. Isso torna o jogo deveras interessante, pois, ao contrário da maioria dos RPGs com habilidades fixas, certamente, cada vez que o jogador jogar FFV, desenvolverá seus personagens de maneira diferente, explorando as diferentes combinações de profissões e habilidades.
Normalmente, os Storytelling games sofrem da falta de role-play, mas o Final Fantasy V acertou a mão, combinando bem os dois elementos. Sem contar que o jogo é repleto de side-quests, mistérios, e até chefes secretos, inaugurando tendências que deixariam os jogos da série mais ricos. E pra dar um toque especial, o jogo possui finais diferentes, dependendo do resultado da última batalha, o que contribui mais para tornar cada vez que o mesmo jogador FFV uma experiência nova.
+ Remake para Playstation e Game Boy Advance, com gráficos e áudio melhorados.
Contexto
Seguindo o sucesso de Final Fantasy IV, a Square não perdeu tempo e já iniciou o desenvolvimento de um novo título da série, tentando pegar carona no sucesso do predecessor. No entanto, a Square não quis fazer uma cópia do predecessor, investindo mais em "role-play" que o predecessor, trazendo de volta o sistema de profissões customizável, ao contrário das profissões fixas de Final Fantasy IV. Além disso, o tom da história é menos dramático do que em Final Fantasy IV, investindo menos no personagem principal e mais na história dos demais personagens e do mundo em que o jogo se passa.
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| Agora que eu tô tomando um coro que eu descobri a importância de não escolher as profissões aleatoriamente... |
O que é legal em Final Fantasy V
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| Os bons e velhos cristais estão de volta, como não poderia deixar de ser. |
A história vai naturalmente se expandindo, em dois mundos diferentes e diversas localidades, nas quais eventos vão acontecimentos progressivamente. A medida que a história vai se desenrolando, o passado dos heróis, de outros NPCs e do mundo em que eles habitam vai sendo contada, não sem grandes pitadas de drama e muitos revéses por parte dos personagens. O protagonista em si não tem sua história muito desenvolvida, mas as histórias da princesa Lenna, da pirata Faris, do guerreiro Galuf e da garota Krile são bem desenvolvidas e intrigantes. Apesar de ser recheada de estereótipos, é uma história convincente.
O que faz com que Final Fantasy V seja imperdível
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| Esse menu vai ser aberto 1000 vezes, e mesmo assim você não vai se cansar de fazer isso. |
Normalmente, os Storytelling games sofrem da falta de role-play, mas o Final Fantasy V acertou a mão, combinando bem os dois elementos. Sem contar que o jogo é repleto de side-quests, mistérios, e até chefes secretos, inaugurando tendências que deixariam os jogos da série mais ricos. E pra dar um toque especial, o jogo possui finais diferentes, dependendo do resultado da última batalha, o que contribui mais para tornar cada vez que o mesmo jogador FFV uma experiência nova.
Todo esse conjunto possibilidades de customização e de elementos de role-play fazem o FFV ser um dos poucos Storytelling RPGs com combate baseado em turnos onde o jogador provavelmente vai se divertir bastante durante as batalhas e não vai apenas torcer para chegar rápido no fim das áreas que tem inimigos para ver ou ler o próximo trecho de história. E é um dos raros jogos do gênero onde vale a pena embarcar mais de uma vez na mesma jornada não só pra rever uma história inteligente e cativante novamente, mas para se divertir a beça entre os atos da peça principal.





caralho sua materia sobre o game é muito boa mesmo!!! eu sempre joguei o final fantasy e acho o V um dos melhores!!
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